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Como reduzir afastamentos por saúde mental nas empresas 

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Mesmo com o aumento de investimentos em saúde mental, os afastamentos continuam crescendo de forma consistente nas organizações. Esse cenário revela que o problema não está apenas na ausência de iniciativas, mas na forma como elas são estruturadas.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025, o maior número da última década. Para as empresas, isso representa impacto direto na produtividade, na retenção de talentos e na sustentabilidade das operações.

Muitas organizações já oferecem benefícios e soluções voltadas ao bem-estar, mas ainda enfrentam dificuldades em reduzir afastamentos de forma consistente. Isso indica a necessidade de uma abordagem mais estruturada e integrada.

Por que as ações tradicionais não reduzem afastamentos

É comum encontrar iniciativas como aplicativos de bem-estar, palestras e programas de incentivo à saúde mental dentro das empresas. Essas ações são relevantes e contribuem para o cuidado individual dos colaboradores.

No entanto, quando aplicadas de forma isolada, tendem a não atuar sobre os fatores organizacionais que geram o adoecimento. Sem uma mudança estrutural, os mesmos riscos continuam presentes no dia a dia.

Na prática, isso se reflete em metas excessivas, sobrecarga constante, falhas de comunicação e lideranças despreparadas. Esses elementos mantêm o ambiente propício ao desgaste emocional, mesmo com iniciativas de apoio.

O papel das soluções de cuidado no contexto organizacional

Soluções que ampliam o acesso ao cuidado têm um papel importante dentro da estratégia de saúde mental das empresas. Elas oferecem suporte, acolhimento e orientação em momentos de necessidade.

Esse tipo de abordagem contribui para o bem-estar individual e pode ajudar na redução de sintomas no curto prazo. No entanto, seu impacto depende de como está integrado ao contexto organizacional.

Quando utilizadas de forma isolada, essas soluções não substituem a gestão dos fatores que impactam a saúde mental no trabalho. O cuidado individual é essencial, mas precisa estar conectado a uma estrutura mais ampla.

O que muda com a atualização da NR-1

A atualização da NR-1 reforça a necessidade de uma abordagem estruturada na gestão de riscos ocupacionais. Com essa mudança, os riscos psicossociais passam a integrar formalmente o PGR.

Isso significa que as empresas precisarão identificar, avaliar e monitorar fatores relacionados à saúde mental de forma contínua. Além disso, será necessário manter evidências documentadas dessas ações.

Na prática, saúde mental deixa de ser apenas uma iniciativa de cultura organizacional e passa a fazer parte da gestão de riscos. Essa mudança exige maior nível de organização, consistência e acompanhamento.

O que realmente reduz afastamentos por saúde mental

Reduzir afastamentos de forma consistente exige uma atuação estruturada e contínua dentro das organizações. Não se trata de uma ação pontual, mas de um sistema integrado de gestão.

Empresas que conseguem resultados sustentáveis trabalham com diferentes níveis de prevenção. Esses níveis atuam de forma complementar, abordando desde a causa até a reintegração.

Essa abordagem permite reduzir riscos, antecipar problemas e criar um ambiente mais equilibrado e sustentável ao longo do tempo.

Prevenção primária: atuar na causa

A prevenção primária é o nível mais estratégico, pois atua diretamente na origem do problema. O foco está na forma como o trabalho é estruturado e distribuído dentro da organização.

Isso envolve revisão de metas, redistribuição de demandas, melhoria de processos e capacitação de lideranças. São ações que impactam diretamente a experiência do colaborador no dia a dia.

Quando esses fatores são ajustados, o ambiente se torna mais saudável e o risco de adoecimento reduz significativamente.

Prevenção secundária: identificar de maneira precoce

A prevenção secundária tem como objetivo identificar sinais de risco antes que se tornem críticos. Essa etapa depende de monitoramento contínuo e análise de indicadores relevantes.

Entre as principais práticas estão avaliações periódicas, acompanhamento de performance e canais estruturados de escuta. O RH atua como facilitador nesse processo.

Essa identificação antecipada permite intervenções mais rápidas e reduz a progressão dos quadros de sofrimento psíquico.

Prevenção terciária: reintegração estruturada

Quando o afastamento ocorre, o retorno ao trabalho precisa ser conduzido de forma planejada. A reintegração é uma etapa crítica para evitar recaídas e novos afastamentos.

Isso envolve protocolos estruturados, ajustes na carga de trabalho e acompanhamento contínuo. A integração entre liderança, RH e profissionais de saúde é essencial.

Empresas que estruturam esse processo conseguem aumentar a segurança no retorno e melhorar a recuperação do colaborador.

Onde as empresas costumam errar

Mesmo com iniciativas em andamento, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades em gerar resultados consistentes. Isso acontece, principalmente, pela forma como as ações são estruturadas.

Um erro comum é a realização de ações isoladas, sem conexão com a gestão de riscos. Palestras e campanhas, por si só, não são suficientes para gerar mudanças estruturais.

Outro ponto crítico é a falta de envolvimento da liderança, o que limita o impacto das iniciativas. Além disso, a ausência de continuidade impede o acompanhamento e a evolução das ações.

Como estruturar uma estratégia eficaz

Empresas que conseguem reduzir afastamentos de forma consistente adotam uma abordagem estruturada e baseada em dados. O primeiro passo é entender os riscos presentes no ambiente.

A partir disso, é possível integrar esses fatores ao PGR, definir políticas claras e capacitar lideranças. O monitoramento contínuo garante a evolução das ações ao longo do tempo.

Além disso, protocolos de reintegração e indicadores bem definidos permitem acompanhar resultados e ajustar estratégias conforme necessário.

Reduzir afastamentos é uma questão de estrutura

Reduzir afastamentos não está relacionado apenas à oferta de benefícios ou iniciativas pontuais. O resultado depende da forma como o trabalho é organizado e gerenciado.

Empresas que estruturam essa gestão conseguem reduzir riscos, melhorar o ambiente organizacional e aumentar a retenção de talentos. Os impactos se refletem na performance e na sustentabilidade do negócio.

Se sua empresa já investe em saúde mental, mas ainda enfrenta desafios com afastamentos, pode ser o momento de revisar a estrutura e fortalecer a gestão desses fatores.

Conte com a Caliandra para estruturar essa mudança 

Se a sua empresa já investe em saúde mental, mas ainda enfrenta desafios com afastamentos, pode ser o momento de evoluir a abordagem.

A Caliandra apoia organizações na construção de uma gestão estruturada de riscos psicossociais, alinhando cuidado, estratégia e resultados sustentáveis.

Entre em contato para entender como implementar uma abordagem mais consistente ou acesse o blog para aprofundar o tema com outros conteúdos especializados.

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