Caliandra

Burnout no trabalho: ação, afastamentos e prevenção

Compartilhe este post

De acordo com pesquisa da FGV, os dados mostram um cenário preocupante para a saúde mental no trabalho em 2025. Além do crescimento das ações trabalhistas por burnout,  observa-se uma uma aceleração expressiva nos afastamentos por esgotamento profissional e dos gastos com benefícios previdenciários relacionados à saúde mental, o que evidencia que o tema deixou de ser apenas individual e passou a representar um desafio organizacional, jurídico e social.Entender esse contexto é fundamental para as empresas que  desejam atuar de forma responsável e estratégica, protegendo as pessoas, fortalecendo a cultura organizacional e reduzindo riscos financeiros e reputacionais.  

O que os números revelam

Segundo levantamento do escritório Trench Rossi Watanabe exclusivo para a Folha de S.Paulo, as ações trabalhistas que mencionam burnout cresceram 14,5% nos primeiros quatro meses de 2025, com um passivo estimado em cerca de R$ 3,75 bilhões em pedidos de indenização, com valor médio de R$ 368,9 mil por processo, evidenciando o impacto financeiro direto desse adoecimento para as organizações.

Paralelamente, os afastamentos por burnout dispararam nos últimos anos. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que os auxílios-doença por esgotamento no trabalho e falta de lazer cresceram cerca de 493% entre 2021 e 2024, com 3.494 registros só nos primeiros seis meses de 2025 o equivalente a mais de 70% de todo o volume do ano anterior.  

Além das ações trabalhistas, o avanço do burnout também se reflete diretamente no aumento dos afastamentos do trabalho e na pressão sobre os gastos da Previdência Social. Reportagem da Folha de S.Paulo mostra que os casos de licença por esgotamento profissional vêm crescendo  de forma consistente, reforçando que o burnout não é apenas um tema corporativo, mas um problema de saúde pública e de organização do trabalho.

Por que esse cenário é alarmante – e pode ser prevenido

A síndrome de burnout representa um esgotamento profissional que interfere de forma significativa na capacidade de trabalho, na vida pessoal e na saúde global do indivíduo. Não se trata apenas de cansaço temporário, mas de um adoecimento que pode exigir afastamento prolongado e acompanhamento especializado.  

O aumento tanto de ações judiciais quanto de afastamentos com custos previdenciários  indicam que muitas organizações ainda não identificam ou gerenciam  adequadamente os riscos psicossociais no ambiente de trabalho, atuando apenas quando há adoecimento ou judicialização. 

Esses números apontam para uma questão estrutural e para uma oportunidade clara: o burnout pode ser prevenido com gestão adequada dos riscos psicossociais, lideranças preparadas e ações contínuas de cuidado em saúde mental.  

O avanço regulatório reforça a necessidade de ação

O cenário regulatório também evolui. A atualização da NR-1 amplia a responsabilidade das empresas na  identificação, avaliação e mitigação dos riscos psicossociais no trabalho, incluindo práticas que contribuem para estresse excessivo, sobrecarga e exaustão emocional.

Mais do que cumprir uma exigência legal,  a NR-1 convida as organizações a incorporarem a prevenção de burnout como parte da estratégia de gestão de pessoas, com foco na qualidade de vida do time e no desempenho sustentável do negócio.

NR-1: um ponto de virada para a saúde mental no trabalho

A atualização da NR-1 marca uma mudança relevante na forma como as empresas devem lidar com saúde mental e riscos psicossociais. A norma deixa claro que identificar, monitorar e agir sobre esses riscos passa a ser parte da gestão obrigatória de saúde e segurança no trabalho.

Apesar disso, dados divulgados pelo escritório Trench Rossi Watanabe à Folha de S.Paulo, com mais de 1.700 empresas, mostram que a maioria das organizações ainda não está preparada:

  • 68% afirmam não compreender claramente o que muda com a nova NR-1;
  • 62% não possuem indicadores formais para identificar e acompanhar riscos psicossociais;
  • 67% dos líderes nunca passaram por avaliação comportamental ou psicológica estruturada;
  • Mais da metade não recebeu treinamento para lidar com pressão emocional, conflitos ou situações críticas.

 Para profissionais de RH, o comportamento da liderança já é apontado como um dos principais fatores de adoecimento das equipes.

A NR-1, portanto,  evidencia riscos que já faziam parte do cenário ocupacional..  O desafio consiste em estruturar essa percepção de forma operacional e avançar para uma abordagem estruturada, com governança, indicadores, preparo da liderança e ações contínuas de prevenção em saúde mental.

Como a Caliandra pode apoiar sua empresa

É nesse contexto que a atuação da Caliandra se fortalece: apoiando empresas na leitura prática da NR-1, na identificação de riscos psicossociais, no preparo das lideranças e na construção de estratégias consistentes de cuidado com a saúde mental, alinhadas às exigências legais e à sustentabilidade do negócio.

Na prática, atuamos para:

  • Preparar lideranças para identificar e responder precocemente aos sinais de desgaste emocional, em conformidade com a gestão de riscos psicossociais;
  • Integrar práticas de cuidado à rotina do trabalho, de forma estruturada e contínua;
  • Estruturar programas de apoio psicológico qualificado;
  • Desenvolver políticas de bem-estar alinhadas aos objetivos do  negócio e às responsabilidades legais.

Cuidar da saúde mental no trabalho é cuidar das pessoas e do futuro das organizações. Prevenir o burnout não é apenas uma obrigação legal, é uma escolha estratégica.

Newsletter

Cadastre-se para receber informações científicas sobre saúde mental.

Leia mais

Newsletter

Receba informações científicas sobre saúde mental.

Relacionados

Fale com a Caliandra

Atendimento com especialistas reais, prontos para acolher você e seus colaboradores com agilidade, empatia e total segurança.